Domingo de Sol, depois do almoço, passeio no parque... um dia feito pra dar certo.
Fomos conhecer e desfrutar da paisagem do Parque da Vale (antiga Vale do Rio Doce).
Chegando lá, um lago verdinho, as árvores (minha preferida na Natureza), os pássaros...
E meu coração se encheu de uma profunda tristeza.
Quem estava ao meu lado pode confundir meu semblante como chatice, apatia, sei lá.
Por dentro eu estava silenciosa.
Eu sentei na cerca de madeira do parque e voltei no tempo. Me senti a Marcelli criança.
Olhei pras crianças brincando no balanço, no escorregador, na gangorra, correndo na areia.
Lembrei do meu passado e me sentí nostálgica, pensativa e triste. Tive flashs da infância, da base emocional tão instável, da omissão, da solidão que eu viví. Tinha gente por perto mas poucos estavam alí de fato.
Ví minha filha brincando e ao mesmo tempo em que me senti alegre por ela ter uma família presente, pensei também que eu não vivi essa realidade.
É chocante quando esses pensamento me vem, eu caio na real, olho pra trás e descubro que as minhas deficiências, meus defeitos, minhas limitações, tudo teve uma raíz.
E foi no seio de uma família sem base que eu perdí a oportunidade de ser uma pessoa melhor.
Faço o melhor que posso.
Mas sei que não é o bastante pra superar tudo isso.

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